HÁ HÁ (VENTO MOTIVO)
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  01 - PORRA, FILHO DA PUTA clique com o botão DIREITO do mouse e depois na opção 'Salvar destino como...'
  02 - QUEM INVENTOU O BRASIL? (2006) clique com o botão DIREITO do mouse e depois na opção 'Salvar destino como...'
  03 - PRA QUEM QUISER OUVIR clique com o botão DIREITO do mouse e depois na opção 'Salvar destino como...'
  04 - OS TRÊS PATETAS clique com o botão DIREITO do mouse e depois na opção 'Salvar destino como...'
  05 - DE CERTO, SÓ A DÚVIDA clique com o botão DIREITO do mouse e depois na opção 'Salvar destino como...'
  06 - O MELHOR DO BRASIL clique com o botão DIREITO do mouse e depois na opção 'Salvar destino como...'
  07 - EU NÃO VOU MORRER ASSIM clique com o botão DIREITO do mouse e depois na opção 'Salvar destino como...'
  08 - HOJE É DIA DE SALVAR O MUNDO clique com o botão DIREITO do mouse e depois na opção 'Salvar destino como...'
  09 - SÓ O COMEÇO clique com o botão DIREITO do mouse e depois na opção 'Salvar destino como...'
  10 - VENTO NEGRO clique com o botão DIREITO do mouse e depois na opção 'Salvar destino como...'
  11 - A DIREÇÃO MAIS INDICADA clique com o botão DIREITO do mouse e depois na opção 'Salvar destino como...'
  12 - LUCIANA VAI PRA GUERRA (acoustic mix) *Bonus Track clique com o botão DIREITO do mouse e depois na opção 'Salvar destino como...'
Release:


A alegria superficial, a tristeza escondida, sonhos e inércia, e o abismo entre o medo do escuro e o desejo pelo desconhecido (uau!) dão a tônica a este novo lançamento do Vento Motivo. Assim como uma intrigante questão: estamos apáticos porque o país está ruim? Ou o país está ruim porque estamos apáticos? Melancólicas para alguns, a banda prefere chamar as novas composições de “alegres e sarcásticas, granadas contra o conformismo”.


Sarcasmo que começa pelo título: HÁ HÁ, exatamente com esta grafia, sem qualquer sinal de interjeição. HÁ HÁ de “conta outra”, “faz-me rir”, “vou fingir que eu acredito”. O sorriso bobo, amarelo, de quem ouviu uma piada sem graça, daquelas que a gente fica sem saber se é pra rir ou chorar. Como na “um tanto ramoniana” Os Três Patetas (“que os cidadãos entreguem as armas à polícia, e os bandidos os demônios ao primeiro bispo”), uma das mais ousadas pérolas do disco cujo refrão (“executivo, legislativo, judiciário, os três patetas me fazem rir”) já demonstra que a galera do VM não deu risada à toa em HÁ HÁ . Preferiu o ponto de vista crítico em versos como os da punk rock O Melhor do Brasil (“que a mesma lei não se aplique a todo mundo já não surpreende mais ninguém”), o ataque explícito aos discursos prontos e ao bom-mocismo hipócrita em Porra, Filho da Puta (“só falta você me dizer que se masturba de camisinha”), a injeção de ânimo nos acomodados na climática Hoje é Dia de Salvar o Mundo (“parado no trânsito por falta de gás, empurre-se se for capaz”), o chacoalhão nos conformados em A Direção Mais Indicada (“quem está feliz, no fundo não se conforma, sua casa precisa sempre de uma boa reforma”), e a lidar com os próprios fantasmas em Eu Não Vou Morrer Assim (“ninguém brinca com a sorte, ninguém procura a morte, ninguém se fode brincando com fogo pra se queimar”). Mas…pera lá…música de protesto? Não! No fim das contas o lado pop-romântico de Fernando Ceah - ops! - acaba bem representado nas quase baladas Pra Quem Quiser Ouvir (“espero uma cela com janela pra lua, porque a minha culpa é toda sua, meu amor”) e Só o Começo (“antes de morrer, viver, só por uma vez amar”) e na de fato balada De Certo, Só a Dúvida("não fomos embora, e nem nos despedimos, a vida é quem foi partindo”).


Se os conceitos envolvidos permanecem intactos, a sonoridade da banda muda em relação ao CD anterior, sem perder seus atributos originais. Muito mais rock, o VM deixa de lado técnica e experimentalismos para dar lugar aos sentimentos, e produzem um disco coeso, maduro e cheio de energia, em que o clima de banda transparece. Tudo foi concebido com a banda arranjando e tocando ao vivo, a segunda guitarra suprida por Ricardo Boeira, que já acompanhava o trio em shows. E registrado do mesmo modo, sem pirotecnias tecnológicas e overdubs aos montes. E o que se ouve é um grupo de rock capaz de imprimir personalidade própria mesmo quando se propõe a transformar em hardcore uma popular canção gaúcha Vento Negro, gravada originalmente pelos “Almôndegas”, de Kleiton e Kledir em 1974. Ou quando reinventa a própria obra, caso de Quem Inventou o Brasil, pinçada do primeiro disco, que ganhou arranjo moderninho.
Ficha Técnica:


Produzido por Fernando Ceah e Carlos Perren.

Gravado por Carlos Perren, Fernando Ceah e Jeff Molina (bateria nas faixas 1, 2, 6, 7, 8 e 10)
Mixado por Luizinho Mazzei. Gravação e Mixagem: Estúdios Curumim Audio Produções. Masterizado por Rodrigo Castanho, The Human Being Mastering. Concepção de capa: Fernando Ceah.
Projeto gráfico e fotos: Denis Rodriguez. Make-up: Val Piasson.


VENTO MOTIVO: Binho (bateria)
Fernando Ceah (vozes, guitarras, violões e teclados
Alex Noronha (baixo).

Músico convidado: Ricardo Boeira (guitarras).

Guitarra no refrão das músicas 3 e 9, solo da 5 e arranjo de guitarra em parte das canções 3, 5, 9 e 11 por Marco Panisa. Baixo nas músicas 3, 5 e 9, Ivan Isoldi. Teclado nas músicas 2 e 5, Giuliano. Arranjo de cordas na música 12, por Ciro Viscontti.


DEDICADO PARA SEMPRE AO DANILO PENELOPE